No seu dia a dia você já ouviu as expressões: “dinheiro da empresa” e “dinheiro dos sócios”?

Vamos entender como e porque elas surgiram!

Infelizmente, essa mistura de contas é um erro muito comum, principalmente nas empresas onde o dinheiro em espécie é mais abundante e, portanto, mais fácil de entrar e sair do caixa sem muito controle. Saber separar o dinheiro pessoal do dinheiro da empresa pode ser o fator determinante entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento. Isso acontece porque você, como empresário precisa ter bem claro o montante das suas contas a pagar, para que em casos de escassez de recurso você possa priorizar pagamentos e eleger aqueles que são imprescindíveis à continuidade das operações.

Além disso você pode acabar descapitalizando sua empresa com pagamentos pessoais. Entre algumas desvantagens de não se respeitar este princípio podemos citar: pagamento de tarifas bancárias extras, o sócio passa a contrair uma dívida com a empresa, falta de clareza e precisão na contabilidade, distorção nos resultados e na apuração de lucro ou prejuízo, etc.

Essas nomenclaturas surgiram da necessidade de separação do patrimônio da empresa do patrimônio do sócio. Até 2016 era considerado um dos princípios contábeis regulamentado pelo Art 4º da Resolução CFC (Conselho Federal de Contabilidade) nº 750-93, tamanha era sua importância. Mas hoje, este princípio, ainda tem aplicabilidade nas empresas, conforme a NBC (Normas Brasileiras de Contabilidade), e os CPC´s (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), pois o patrimônio da empresa não pode ser confundido com o do sócio.

Existem duas formas seguras dos sócios retirarem quantias da empresa com segurança. A primeira forma é determinando um valor fixo mensal de pró-labore, que é uma espécie de salário do sócio, sendo que este valor nem sempre é a remuneração total que o sócio deseja ter do seu negócio, mas é um valor pago pelo seu trabalho. Para se determinar este valor, pode-se fazer uma comparação com os salários e cargos já existentes na empresa como um parâmetro.

Por outro lado, depois de apurar mensalmente os resultados de sua empresa, os sócios têm ainda a opção de realizar uma retirada que chamamos de adiantamento de distribuição de lucros. É importante reforçarmos que não deve ser distribuído a título de adiantamento todo o lucro apurado no mês, é necessário formar ou manter capital de giro e não deixar o seu fluxo de caixa zerado, além de gerar reservas para investimentos e contingências!

Através de controles financeiros pessoais e empresariais, de forma simples você pode manter sua vida e empresa organizados realizando uma gestão financeira eficiente.

E na sua empresa, como é feita a separação do dinheiro da organização da dos sócios? Quais instrumentos de gestão financeira vocês utilizam? Conte para a gente ou deixe suas dúvidas nos comentários!